Antagonismo

Posted on domingo, 30 de março de 2014 by Ewerton Fintelman | 0 comentários

Não sabia de nada.
Um dia contaram uma história.
Ouviu, ouviu, ouviu.
A verdade apareceu.
O sentimento que era mentira
Deixou de vez seu eu...

A brisa

Posted on quinta-feira, 20 de março de 2014 by Ewerton Fintelman | 0 comentários

Não ame
Desculpe a incapacidade
Se quer nossa felicidade
Deixe tudo como está

Vamos viver um dia de cada vez
Sem precisar me lembrar toda hora
Deixe que eu vá embora
Depois voltarei pra te ver

Se em seu peito existe uma chama
No meu há serenidade de uma brisa
Calma, leve, onde a vida
É doce como o mel da cana

Mentir eu não vou muito menos 
Forjar sentimento ou vontade
Te dou minha realidade
Mas fico devendo o amor

CENTRISMO

Posted on segunda-feira, 10 de março de 2014 by Ewerton Fintelman | 0 comentários
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Com os cumprimentos e escusas, me apresento cancioneiro do neologismo. Mas já aviso que esse texto não será como os outros. Inclusive faço “spoiler” em dizer que até mesmo a linguagem empregada vai variar. Venho tentar falar de centrismo. Por que nenhuma vida pode associar centrismo a outra coisa que não seja a própria? Nós seres humanos somos como saltimbancos do velho mundo em eterna turnê. Batemos palmas para diversos tipos de palhaços acreditando que aprendemos e sofremos uma única vez. Maldito egocentrismo.

Não apanhamos somente uma vez e não há vacinas com prazo de validade indeterminado. É certeza. Mas não aprendemos. Numa conversa cêntrica, andamos em círculo girando em torno do centro de massa da razão.

Recebemos elogios todos os dias. Chamam-nos de inteligentes, até mesmo lindos em alguns casos, bem apanhados, sorridentes, alegres e determinados. E muitas vezes optamos por ouvir quem pouco fala ou simplesmente achamos graça em um “rs” numa mensagem de rede social. Oligomesotolicentrismo.

No meu cantar lamento a injustiça. Não aquela outrora sofrida, e sim a que cometo diariamente ao me acorrentar: dúvida entre centrismo e masoquismo. Não quero mais aprender a não sofrer. Não quero mais aprender a não errar. Nunca vamos parar de errar mesmo. Quero arriscar, quero me doar, quero a vida com todas as coisas boas e ruins. Vivocentrismo.

Não quero encontrar o centro de massa da razão. Não mais. Não está ao meu alcance. Nunca estará. O pior é que a teoria é linda, mas na prática colocar as caras para viver é mais difícil que se esconder. Como aquele antigo medo de dentista. Mas acho que é um esforço válido!

A outra eterna briga: o passado. Esquecer ou não? Centrismo ou saudosismo? Uma vez estudando química aprendi que a ligação sigma é forte e a pi é vagabunda. O que isso significa? Muitas coisas, mas na química aplicada da vida, entendemos que a vagabunda a gente acaba esquecendo com o tempo. A sigma é forte e vai ficar. E a vagabunda será apenas mais uma "nádega pelo qual passamos as mãos". Passado pode ficar no passado. Se ele voltar, torna-se presente. Parece óbvio, mas nas nossas cabeças é como ler “A Divina Comédia” em seu texto original. E com o perdão da audácia pela nobre referência, é como ficar preso no purgatório e seus cânticos de Dante. 

Se nessa reação química louca  tiver uma ligação que parece ser sigma, que tal experimentar “doar alguns elétrons”? Lembre-se, nem só de ligações covalentes vive um átomo! E deixemos de lado os centrismos metafóricos.

Eu queria dizer algo deixando de lado a norma culta, usando um português bem chulo: “vamos nos foder!!!” Sim, isso mesmo. Sem arriscar, sem dar errado, não dará certo. Vamos dizer palavras sem se preocupar em machucar quem não importa. Vamos nos amar e amar quem merece o amor. E quem sabe desistir de procurar o centro de massa da razão. 

Por ora retiro oficialmente minha tentativa falha de blindagem. Estou aqui pronto para dar certo. Se der errado no meio do caminho a gente tenta de novo. E assim sucessivamente. Um dia dá certo. Enquanto não dá a gente se diverte com as “ligações pi”. Se eu chorar um dia e rir dois, o saldo é positivo. Deus nos deu a oportunidade de cumprir uma missão aqui nesse planeta. Ficar “na defensiva” não vai mudar absolutamente nada. 

Sem traumas, sem rancor, sem ressentimentos. Centrismo Carpe Diem: meia calabresa, meia clichê.

Feliz centrismo novo!