Novas Elegias

Posted on sexta-feira, 27 de dezembro de 2013 by Ewerton Fintelman | 0 comentários
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Não é uma poesia. Não era pra ser. É uma elegia quando não deveria ser. Ou quando não poderia ser. 

Um dia um homem se viu tomado por fúria. Sentia seu coração bondoso ferido. Vira sua calma se esvair pela imensidão enquanto ao seu lado havia apenas um resquício de memória física. Sentira vontade de materializar o que não coubera em seu eu-lírico. Paranóico como um viciado em cocaína e na inquietude de seus ciúmes resolveu ir embora da realidade em que vivia. Não suportaria assistir seu belo cisne se tornar um negro e impiedoso corvo ao alçar voos em outros domínios. 

Um dia um homem se viu tomado por ódio. Sentia apenas vontade de beber todo o uísque que havia apenas para simbolizar o ato de engolir as chamas que necessitara para ir embora. Era muito apegado ao simbolismo e às visões que poderia ter na embriaguez. Distanciava-se da luz a cada ato incabido. Na escuridão ouvia o bater das asas. Não era uma ave. Era apenas o vento. Seu coração gritava negativamente ao ato, mas cansado das novas elegias atirou-se contra a escuridão e conheceu então seu novo destino. Não aguentara esperar o novo. Não aguentara esperar as respostas. Viajou sem conhecê-las. Nunca mais ouviu-se falar. Sabe-se apenas que perdeu sua maior força: a esperança.

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