OPINIÃO: Tim e Apple lançam iPhone 5S e 5C no Rio de Janeiro

Posted on sexta-feira, 22 de novembro de 2013 by Ewerton Fintelman | 0 comentários
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Estive na última quinta-feira, 21, no lançamento dos novos iPhones 5S e 5C promovido pela Tim e Apple. O lançamento foi realizado na loja da Tim do New York City Center, no Rio de Janeiro, e mais em outras cidades do Brasil. Falarei do lançamento do Rio de Janeiro, já que estive presente.

Cheguei ao NYCC por volta das 19:30 e já havia uma tímida fila de aproximadamente 15 pessoas. Já "de cara" parecia que o movimento não seria tão bom quanto o do lançamento do iPhone 5, realizado ano passado no mesmo local.

Para não repetir a confusão criada ano passado a Tim foi mais cautelosa. Além da tradicional distribuição de senhas para quem fica na fila, cada um recebeu um bilhete com a cor, modelo e capacidade do iPhone que desejaria comprar.

O comprador pode escolher entre iPhone 5C (branco, amarelo, verde, azul e vermelho) nas capacidades de 16 e 32gb e iPhone 5S (prateado, dourado e cinza espacial) nas capacidades de 16 e 32gb. Não havia aparelhos de 64gb para venda. Alguns interessados no modelo de 64gb migraram para a fila da Fast Shop do Barra Shopping (shopping "conurbado" ao NYCC), única loja a possuí-lo.

A distribuição de senhas foi feita por volta das 20:45. Após a distribuição a fila dispersou. Em seguida começaram a chegar as subcelebridades convidadas para o evento. Confesso que só reconheci 2 ou 3, entre elas o cantor Jorge Aragão, que também estava presente ano passado no lançamento do iPhone 5.

Enquanto os convidados faziam a social num coquetel na loja, os presentes na dispersa fila conversavam entre si. Na conversa já se comentava que o iPhone 5C poderia ser um fiasco de venda, já que ninguém entre os vinte primeiros da fila compraria o mesmo. Outro comentário é que o lançamento do antecessor iPhone 5 teria feito mais sucesso.

Os boatos se confirmaram ao longo da noite. O lançamento do iPhone 5 trouxe uma multidão para a porta da loja da Tim. Convidados e compradores bebiam champanhe e desfrutavam de um coquetel magnífico. Era uma "briga de foice de gentlemans". Em 2013 estávamos a ver uma loja relativamente vazia, com aparelhos sobrando. E tudo ao brinde de refrigerante no copo de plástico. Sei que a estrela da noite era o iPhone, mas o champanhe "é uma questão de status", não é?

Ao mesmo tempo falava-se dos motivos para o tal "esvaziamento". O principal, claro, era o preço. O iPhone mais barato custava R$ 1999. O que se sabe é que o preço dos iPhones já é um meme na internet. Antes mesmo de seu lançamento o comentário de sempre é que vai ser caro. Enquanto isso uma empresa oriental nos lança aparelhos android a R$3000. Mas só se fala de iPhone! Para o bem e, principalmente, para o mal.

Dentre todos os iPhones o que mais me encantou foi o 5S dourado. Em seu lançamento nos Estados Unidos cheguei a julgá-lo um tanto feminino e exagerado, mas conferindo in loco percebi que dourado traz um tom mais discreto, próximo do champanhe, diferente do dourado âmbar que aparentava em campanhas publicitárias.

O evento durou até por volta de 3h do dia 22 quando, do contrário do ano ano passado, não havia mais clientes. A Tim do NYCC viu seu estoque se esgotar no lançamento do iPhone 5, fato que não se repetiu ontem. Havia iPhones, mas não mais clientes. As portas então se fecharam e ficou a certeza de que o preço pode ter assustado muito a clientela. E isso mesmo com a aposta da Tim em promoções. A operadora ofereceu seguro, internet, Tim Music, mas a massa que viu o lançamento do sucessor do 4S parece ter parado por aí, por enquanto.

Quem se dispôs a fazer a troca não deve ter se arrependido. O iPhone 5S é visivelmente mais rápido e econômico que o 5. O Touch ID é realmente interessante, além dos recursos como gravação em slow motion e o suporte ao 4G brasileiro. Os novos capítulos serão exibidos dia após dia, e aí sim poderemos saber se os iPhones 5C e 5S serão sucessos no mercado brasileiro como já são na América do Norte e parte da Europa.

IV Rio Prog Festival

Posted on sexta-feira, 8 de novembro de 2013 by Ewerton Fintelman | 0 comentários

Na última quarta-feira, 06/11, foi realizada a quarta edição do Rio Prog Festival, mais uma vez no Teatro Rival Petrobras.

Mais uma vez produzido pelo mito do rock progressivo brasileiro Claudio Fonzi, o festival dessa vez contou com as apresentações da banda paulista Violeta de Outono e o tecladista sueco Anders Helmerson. O evento teve o apoio cultural da Hammond, Renaissance Discos e Som Interior.

Pouco antes das 20h era anunciado no palco a entrada de Anders Helmerson, abrindo a noite progressiva. Foi um fato um pouco surpreendente, pois é pouco comum que atrações internacionais abram festivais e afins, sendo quase sempre atrações principais.

Anders abriu, mas não significa que seu show tenha sido apenas uma simples abertura. O tecladista mostrou total domínio sobre sua complexa parafernalha que era seu set, que incluía teclados, controladores, pedaleiras e afins.


O show começou com um efeito bem espacial transcendental, lembrando trilhas de ficção científica. Foram aproximadamente 60 minutos ininterruptos de show, alternando entre solos frenéticos de sintetizadores e melodias mais espaçadas. O público presente assistia a apresentação com muita atenção. Não havia acompanhamento humano. A bateria era eletrônica, também comandada por Helmerson através de pedais. Ele era o show.

Anders, apesar dos solos psicodélicos, entrou mudo e saiu calado. Com um ar enigmático o tecladista não pronunciou uma palavra sequer durante todo o show, mas suas mãos falaram por si e o show terminou sob aplausos do público.

Durante os intervalos o stand de vendas de CD's da Renaissance Discos fazia sucesso. Atrás do balcão o muito bem humorado Sandro tratava das vendas, além de dar ótimas dicas de títulos aos compradores. O stand possuía até a raridade do primeiro álbum do Violeta de Outono em CD. O álbum, fora de catálogo, foi logo vendido a um sortudo antes mesmo do show começar. O novo álbum também estava à venda.

Já eram quase 21h quando a banda Violeta de Outono subiu ao palco. A plateia atenta já estava entretida com os primeiros solos de guitarra do talentosíssimo Fabio Golfetti, que também é guitarrista da banda franco-australiana Gong e do som experimental do Invisible Opera Company of Tibet. O show incluiu lançamentos do novo álbum, passando por músicas de álbuns consagrados, como o Volume 7, até por músicas antológicas do primeiro álbum.

O show terminou aproximadamente às 22:30, sob muitos aplausos da plateia extasiada com mais uma edição de sucesso do Rio Prog Festival.


Para os apreciadores do rock progressivo, no mesmo Teatro Rival Petrobras, haverá no dia 25/11 uma apresentação única da banda Bulldog Classic Rock, tocando o clássico álbum 'The dark side of the moon' da banda Pink Floyd. A apresentação é parte do projeto Rio Cover Festival. Os ingressos custam entre R$30 e R$60 e podem ser adquiridos nas bilheterias do Teatro.

As fotos da quarta edição do Rio Prog Festival podem ser visualizadas aqui. Além disso, em parceria com meu amigo Thompson Stellet, estou fazendo uma série de vídeos sobre o evento. O primeiro é do tecladista Anders Helmerson e pode ser visto aqui. Em alguns dias publicaremos vídeos do show do Violeta de Outono, com mais qualidade de imagem e áudio.