POLÍTICA: Porque não acreditar em ideias/partidos socialistas

Posted on sábado, 27 de novembro de 2010 by Ewerton Fintelman | 0 comentários
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Decidi escrever esse post para explicar aos indignados sobre a minha visão política direitista. Ora, vale a pena viver sonhando? Na minha opinião, não!

No conceito capitalista, impera o "cada um por si", o "quem pode, pode", enfim, é uma livre concorrência: os melhores prosperam. O socialismo prega a "justiça social", conceito que nem Marx e seus seguidores explicaram o funcionamento.

Esses dias, ao ler fragmentos do livro "Socialismo" de Ludwig von Mises, descobri a resposta para minha pergunta de porque o Socialismo ainda existe e porque ainda existem pessoas que acreditam em seu funcionamento. Von Mises diz que o socialismo levado às últimas consequências não satisfaz a sua promessa de promover o bem-estar da sociedade. Vou explicar na prática com um exemplo: com uma espécie de planejamento central num suposto sistema de preços livremente dados pelo mercado, não haveria como contar com uma ferramenta: os preços livres, algo vital para a determinação da produção, em questão de quantidade e momento. O socialismo limita isso.

Uma economia de mercado livre oferece condições da maximização da produção e do consumo, por consequência a ampliação da taxa de emprego. Para uma economia estável, é necessário um sistema político assentado numa constituição de forma que limite o poder de legislação política e burocrática do Estado, assegurando a liberdade individual.

O Socialismo, mesmo moderado, leva à tirania e ao fracasso social e econômico. Isso já foi dito por Friedrich Hayej, que por sinal foi colaborador de Von Mises. Por que havia fome no regime socialista da União Soviética? Por que há fome na Albânia? Por que há tirania em Cuba? Por que não há liberdade na Coreia do Norte?

No Brasil, as esquerdas atacam o neoliberalismo dizendo que o sistema levou a uma elevação na concentração de renda. Neoliberalismo que não chegou a ser aplicado integralmente, visto que o Brasil não teve um regime de livre mercado capitalista. Somente as privatizações não são argumentos suficientes para definir como um governo neoliberal. As esquerdas atacam, apresentam soluções vazias, distantes, inviáveis de serem aplicadas. Onde já se viu querer limitar posse de terras? É absurdo!

A implantação do Socialismo nada mudaria os problemas sociais. Seriam mantidos, distribuindo uma pouquíssima riqueza entre os militantes partidários nos cargos públicos. Os pobres? Iludidos por promessas, como em Cuba.

Para ser politicamente mais justo que o regime do capitalismo, o socialismo necessitaria de outra ideia acerca dos fundamentos econômicos e do meio de gerência da economia. Mas ao reformular tal coisa, deixaria de ser Socialismo. Conclui-se: o Socialismo é planificado, ou seja, é centralizado. No português mais claro: é ditadura. Quem quiser questionar que a economia socialista é planificada, me apresente apenas um exemplo e eu calo a minha boca. A história da União Soviética e Cuba estão aí para comprovar tudo isso.

O socialismo aposta nas teorias da gratuitidade, nos facilitismos e subsídios de tudo para tudo e para todos. Não dá pra defender algo que exalta o primitivismo. Isso pra mim é querer que a humanidade regrida. E como dizem por aí, a verdade é que o socialismo alimenta-se de dois tipos de repúblicas: a dos bananas e a dos sacanas. Reflita.

Rio de Lágrimas de Janeiro

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O Rio de Janeiro virou um campo de batalha. Para a mídia, é claro. Campo de batalha já é há tempos, mas quando os holofotes curiosos e as lentes sedentas por imagens curvam-se às favelas, é hora do "show". É hora do poder paralelo mostrar seu poder na TV. É o momento em que uma sociedade excluída mostra que existe, como se dissesse "eu posso ter espaço frente ao mundo". Obviamente, de uma forma tida como incorreta em nossos valores sociais.

Morrem culpados, morrem inocentes. Como dizem ditos populares, "se está na chuva é para se molhar". E quando homens sedentos por sangue sobem o morro, não tem culpado nem inocente. É muito fácil escrever dizendo que está "tudo errado". Mais fácil ainda é acreditar em teorias da conspiração. Outros dizem por aí até que esses súbitos ataques se devem ao rompimento de um suposto acordo do Governador Sérgio Cabral (PMDB) com facções criminosas. Acordos existem sim, mas sejamos sinceros, não dá pra imaginar Elias Maluco no Palácio das Laranjeiras discutindo um acordo com o Governo, não é? O sistema é uma rede muito mais ampla. Dá pra acreditar que o Governador sabe de tudo? Apesar da minha visão política fazer oposição ao governo do estado do Rio de Janeiro, temos de concordar que o Governo está sim tentando fazer alguma coisa contra isso. Mas é claro, se os ataques continuam, é mais tempo de exposição na mídia.

Isso é apenas o início da queda da pose de paz que o PMDB e seus aliados fizeram questão de mostrar durante a campanha eleitoral. Lembro do candidato derrotado ao governo do estado Fernando Peregrino (PR) questionando a eficácia das UPP's nos debates televisivos. O governador Sérgio Cabral considerou uma ofensa, apresentou estatísticas, concluiu que as UPP's eram a solução para a violência no Rio de Janeiro. E não foi o único. Candidatos como Fernando Gabeira (PV), como Jefferson Moura (PSOL) também apontaram problemas nesse novo sistema. O "boom" está se fazendo para quem quiser ver, é só ligar a TV.

Para quem acredita que é o início do fim, eu refuto: é apenas o fim do início.

Música da Semana: Eternas Ondas - Zé Ramalho

Posted on quarta-feira, 17 de novembro de 2010 by Ewerton Fintelman | 0 comentários
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"Quanto tempo temos antes de voltarem aquelas ondas?"

Sabe a situação que você se pergunta por que era feliz e não sabia? Mesmo que seu momento presente seja bom, sempre vem aquela lembrança perseguindo a todo instante. E então você se pergunta onde está aquele alguém, aquele lugar, aquela situação, enfim, um conjunto de fatos que te faz simplesmente sentir saudades.

Sinto o vento soprando em outros vilarejos, arrastando multidões há milhas de distância. Lá onde não posso ver. Por aqui, a brisa é branda, bate no meu rosto sem violência. Sinto falta das ondas intensas, da correnteza. Quanto tempo terei de esperar a sua volta?

Música da Semana: American Idiot - Green Day

Posted on domingo, 7 de novembro de 2010 by Ewerton Fintelman | 0 comentários
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Dedicado ao meu amigo nonsense Vítor, meu atum preferido!

Amo quem não me ama

Posted on sábado, 6 de novembro de 2010 by Ewerton Fintelman | 0 comentários
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Amo.
Não amo.
Odeio,
se amo.

Pensamento que não flui,
Passo que não tem sentido.
Vencedor que nunca fui
nem ao inferno ou paraíso.

Nada falo, expresso tudo
Podes ouvir sem escutar
Meu grito é mudo
Só falo com o olhar

Post meramente em ficção. A realidade é bem diferente e felizmente não sofro desse mal.

Pensamentos: choque de ordem.

Posted on terça-feira, 2 de novembro de 2010 by Ewerton Fintelman | 0 comentários
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Passada a chispada eleitoral e a balbúrdia do último mês, hoje bateu aquela sensação de fim. Mais precisamente de fim de um processo para o início de outro. Mas sabe quando a gente sente aquele achaque de fim de campeonato? Pois bem, é a minha sensação na semana. É hora do choque de ordem da vida. Para isso organizo uma lista de tarefas a serem realizadas durante um período de tempo de forma que arrume minha vida. É algo muito interessante que já experimento há um tempo.

Quando você sentir sua vida desarrumada, precisando de tenência, energia, é interessante se perguntar o porquê dessa necessidade. Constatado o porquê, o próximo passo é avaliar métodos para "arrumar a casa". Faça uma lista de tarefas. Vale tudo, desde arrumação de armário, até viagens internacionais. Feita essa lista, distribua as tarefas ao longo de um determinado tempo que você julgue necessário para saná-las.

Não quero me promover escrevendo tópicos de auto-ajuda, só compartilhar uma metodologia que desenvolvi, que pelo menos comigo vai dando um "choque de ordem" muito interessante!