Música da Semana: Lady Fantasy - Camel

Posted on domingo, 19 de setembro de 2010 by Ewerton Fintelman | 0 comentários
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Dedicado à minha grande amiga Fernanda Morgado, vai um musical clássico da Canterbury Scene. Camel em Lady Fantasy:

O Senhor da Unção

Posted on sexta-feira, 17 de setembro de 2010 by Ewerton Fintelman | 1 comentários
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Era um homem rico e poderoso. Possuía influência política, grande empresário que poderia mandar e desmandar em qualquer parte do país. Arrogante como ele não se fazia, apesar dos carinhos de sua esposa. Postergava seus amores e amizades. Rogava calamidade em tudo. Só comprava e vendia. Pensava construir um império.

Um dia perdeu a visão. E com ela a vontade de viver. Sentia que tudo que construíra havia desmoronado, pois nada poderia ver. Ali não perdera a vida, pois já havera perdido. Descobrira que nunca havia vivido.

Resolveu sair de casa sozinho. Ainda não se acostumara com aquela bengala. Seu dinheiro não podia comprar nada mais eficiente, a não ser pagar um "guia". Mas naquela oportunidade preferiu sair sozinho. Por não ter costume, logo ao sair de casa, tropeçou e caiu. Sentia ter fraturado um osso. Podia sentir a ponta calcificada pressionando a carne. Logo um menino foi ajudá-lo. O homem sentia-se pior por estar sendo ajudado por quem sequer conhecia. Perguntou ao menino onde morava. Queria lhe dar uma bonificação por estar ajudando. O menino prontamente disse que morava ali. Ali onde? Na rua.

O menino avistou um telefone público do outro lado da rua. Atravessando a rua, o menino sentiu o peso de um caminhão no seu tronco, caindo sem vida no asfalto clivado da rua. O homem ouvindo tudo aquilo se desesperou. Sentia dor na alma, quase um nojo de si. Quis morrer ali. Não conseguira. Caíra desacordado.

Soube no hospital quando acordou que o menino havia morrido. Ali pode entender o quão injusta a vida era. Só não pode entender porque tudo era único. Havia mudado, tardiamente. Estava sozinho e ali ficara. Finalmente concluiu que só conseguiu ver o mundo quando seus olhos não mais enxergavam.

A vida feroz

Posted on by Ewerton Fintelman | 1 comentários
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Quase um mês sem postar, mas na verdade não esqueci do blog, apenas me sentia vazio demais para postar. Na verdade, tudo estava tão intenso que me perdi num mar de acontecimentos. O fim: naufrágio, pra variar. Sempre é assim, não só comigo, como você, como todo mundo. É tão complicado quando um oráculo cabalístico.

Mês de setembro em seu auge: provas na faculdade, produções musicais a mil e eu sem tempo pra me dar o luxo de refletir e escrever sobre a vida. Isso é péssimo e descontrola totalmente a minha vida. O que me levou a escrever hoje foi uma reclamação. Disseram-me: "Você está muito rancoroso e vingativo." O peso dessa acusação me fez parar e refletir o quanto isso era verdade e o quanto eu acho isso bom e ruim. Mas apesar de tudo considero normal, afinal decepção se segue de rancor e ódio. Não sou uma máquina programável, tampouco um ativista visando o nirvana. Aprendi a gostar mais de mim. Isso basta. O exterior é o exterior. Excluir algumas pessoas do meio social faz um bem tremendo. Não é cruel, é a lei da sobreviência. À medida que você exclui, é excluído. O que há de anormal?