Não é uma volta...

Posted on sexta-feira, 23 de julho de 2010 by Ewerton Fintelman | 0 comentários
Marcadores:

Não voltarei ao Rio de Janeiro. Isso porque o Ewerton que decolou naquela aeronave no início do ano ficou pelos ares do Brasil, como se tivesse se dissipado ao pisar em solo amazonense. Os ares da selva amazônica parece que renovaram com toda a força o "eu lírico" da epopeia da vida louca.

Como será ver pela frente um presente que na verdade é passado? E pior, como construir um futuro em cima disso? Acredito que é hora de conhecer pessoas novas e enterrar cadáveres que se decompõem ao meu lado. Os amigos de verdade, esses eu quero conhecer todo dia. Quem passou, só passou. Como diria mestre Thijs Van Leer, apenas uma vez na vida a Mescalina. Entendam como quiser, ou refutem como puder.

A experiência nesses meses no Amazonas foi única. Intensa demais. E quanto mais intenso, mais interessante é, não? Sabe quando as lembranças boas sufocam os dissabores? Nem lembro do que aconteceu de ruim nesses últimos meses. E quero que continue assim, mesmo longe. No Rio de Janeiro pelo menos eu posso me trancar no quarto e ter tudo que eu quero e não quero, simplesmente esquecer de tudo ruim lá fora. Mas quem disse que eu vou construir algo ruim? Volto diferente, mesmo não esquecendo o passado que me atormenta. Mas sigo tentando e vou conseguir...

Tirando a poeira

Posted on by Ewerton Fintelman | 0 comentários
Marcadores:

Depois de 20 dias sem posts, tô de volta. Foram 20 dias tensos, com muito trabalho, pouca folga, muita tensão, mas finalmente acabou. E acabou também meu ciclo no Amazonas. Semana que vem estarei de volta ao Rio de Janeiro. Foi um semestre inesquecível, marcante, intenso, sem uma definição perfeita. Voltarei um dia pra ficar, tenho certeza, mas por ora, voltemos a cidade nem tão maravilhosa assim.

Por enquanto, vamos tirando a poeira que tem muita coisa nova pra postar...

Marcas do Tempo

Posted on segunda-feira, 5 de julho de 2010 by Ewerton Fintelman | 0 comentários
Marcadores:

Uma menina brincava numa praça. Com o sorriso de criança no rosto, cantava a alegria da pureza de quem via a vida como uma grande diversão. De longe, uma mulher a observava com lágrimas nos olhos.

Uma senhora de idade se aproximou da mulher e prontamente perguntou o motivo das lágrimas. A mulher soluçou e respondeu: "Não há sentimento mais triste que o remorso por ter magoado alguém. Se eu pudesse consertar tudo...".

A senhora com um sorriso leve respondeu: "Minha filha, não sou a senhora do tempo, mas com minha bagagem de vida, estou convicta que o tempo ajuda o perdão, mas para isso, deverás retirar os espinhos que cravaste em corações alheios"."E isso apagaria tudo?", perguntou curiosa a mulher. Agora alargando o sorriso, a senhora, com voz de experiência respondeu: "Retirarás os espinhos, mas as marcas ficarão no coração. A ferida cicatriza, mas a marca é eterna. Será remanescente sim para você lembrar dela toda vez que pensar em ferir novamente o coração".

A mulher enxugou as lágrimas do rosto. Ao olhar de novo, não viu mais a menina. A senhora se afastou e deixou a mulher com seus pensamentos mais infantis que nunca, afinal a pureza é o estado mais sublime para o perdão e a redenção...