O Dia dos Namorados

Posted on sábado, 12 de junho de 2010 by Ewerton Fintelman | 0 comentários
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Que o Dia dos Namorados é uma data comercial repleta de romantismo e mimos de casais todo mundo já está saturado de saber. O que eu insisto em me perguntar é o motivo de simbolizar uma relação numa data. Melhor: qual é o motivo de intervalos de tempo numa relação? Sabe aquela namorada que quer matar porque você esqueceu que hoje faz 3 meses que vocês se olharam a primeira vez naquele show de rock com a banda cover do Deep Purple. E daí, ontem fez 89 dias e você não lembrou também, não é? Por que deve-se comemorar os 90 dias?

E quanto a fálica incessante do universo publicitário do Dia dos Namorados? É um bem comum. Todos lucram, desde as lojas até os vendedores de flores dos mais fétidos bares. Cria-se uma data para os corações se amolecerem e deixar fluir o amor. É tão melifluo que nos dá margem a fazer e aceitar o que não temos certeza. Ele e ela se definem, se amam e tudo é lindo, não é? Não, não é. Mas a intenção não é conceituar pensamentos masculinos e femininos, e isso o que é comum ao 12 de junho.

No início da semana passada, questionaram-me: "Que vais fazer no dia dos namorados?". Respondi: "Nada de significativo planejado". O impressionante é que já se define como uma data onde faz-se coisas especiais. Confesso que esse tipo de coisa me causa até aversão à data. Se um dia eu voltar a namorar, acredito que terei problemas no dia 12 de junho. Mas o espírito de dia dos namorados não pode estar no mesmo lugar que eu. Quando isso acontecer, meus dias do namorado tornar-se-ão dia do septo. É, continue amando o dia dos namorados, pelo bem comum.

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