Tempestade num 'Armário'

Posted on quarta-feira, 19 de maio de 2010 by Ewerton Fintelman | 0 comentários
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Uma coisa é fato: o dia começa melhor após uma vitória do Red Sox sobre os bananas sempre! Isso me inspira para trocentos posts, embora nem tudo são flores, como sempre. Mas por ora resolvi escrever um pouco sobre o trabalho que marcou meu ano de 2009: o Closet.

Aproximadamente em meados de 2009, num trabalho com o Fabrício Pimentel no estúdio, conheci três 'meninas' sedentas por música louca, de alma. Em poucas horas de papo com a guitarrista e vocalista Julia, logo recebi um convite pra integrar a banda, o Closet. Logo de início fiquei meio dividido, afinal era uma banda com três mulheres, como eu faria parte assim? Sei que gostei tanto do clima que pairava sobre aquelas três meninas que apostei no sucesso dessa parceria.

A Julia me explicou que a banda tocava a linha soft com um blues de leve, e que gostariam de ter um teclado, mas que até o momento não haviam encontrado ninguém com disposição ao tipo de música. Eu tenho essa coisa de me identificar ou não com a pessoa 'de cara'. Com elas isso aconteceu quase que instantaneamente. Enfim, não pensei duas vezes, apesar do preconceito.

Julia tinha uma essência de mulher que se libertava curtindo a vida. No auge dos seus 20 anos, queria viver intensamente, não importa onde e como. É um estilo de vida admirável e invejável pra muitos.

Já Roberta, a baixista, era a 'caçula' da banda. Mas apesar dos seus 17 anos, não deixava pra baixo no baixo (com o perdão do trocadilho infame). É uma pessoa super descontraída, romântica ao extremo, e não fosse a Julia, talvez hoje ela estaria tocando numa banda emo.

Fernanda era a degeneração em forma de ser humano. Uma das pessoas mais loucas que conheci. Do tipo que fala besteira 24 horas por dia, não liga para o que os outros pensam e faz o que a faz feliz, atinja quem atingir. Era a única pessoa da banda 'comprometida'. Mas seu namorado era do mesmo nível. Um ser de quase 2,10m de altura, de dar medo em qualquer um, mas acima de tudo um 'negões' boa gente.

E eu, bem, eu sou eu e prefiro não me definir.

Naquela mesma semana comecei a interagir e ensaiar nesse projeto tão surreal. Julia tinha um 'mini-estúdio' num dos quartos de sua casa, localizada no Moneró, Ilha do Governador. Até então, a banda tinha 2 músicas próprias ensaiadas: 'Matriz' e 'Tempestade'. Julia não gostava muito de Matriz. Segundo ela, a letra era um tanto superficial. Tempestade foi o nosso "investimento". Assim que entrei, ajudar a criar uma nova roupagem pra música.

Ensaiávamos também músicas de outras bandas mais conhecida: Blink 182, U2, Soft Machine e de tanto eu insistir, ensaiamos até Focus. Viajamos muito, em todos os sentidos possíveis, foi o trabalho musical mais sensacional que eu já fiz. Num ano tão conturbado como 2009, o Closet foi a salvação.

Tudo fluiu tão bem até fevereiro. Pois é, eu de mudança do Rio de Janeiro para o Amazonas, a Julia indo fazer faculdade em Toronto, o Closet entrou num stand by precoce, mas um dia, quem sabe, voltaremos. Não se sabe onde, nem quando, mas "um dia venceremos esse forte mar, essa chuva, essa tempestade".

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