Redes Sociais e o Universo On-line

Posted on quarta-feira, 12 de maio de 2010 by Ewerton Fintelman | 0 comentários
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Segundo o site Wikipedia, uma rede social é uma estrutura social composta por pessoas (ou organizações, territórios, etc.) - designadas como nós – que estão conectadas por um ou vários tipos de relações (de amizade, familiares, comerciais, sexuais, etc.), ou que partilham crenças, conhecimento ou prestígio. E se transferirmos tudo isso para o mundo virtual, qual o resultado?

Hoje, ao acordar, liguei o smartphone e verifiquei meu e-mail, dei uma twittada pra dizer que acordei, tomei um banho e em seguida fui para a faculdade. E isso é quase uma rotina. Como seria meu universo sem me conectar a essa vida virtual paralela? Conseguiria viver longe da minha terra natal após 18 anos sem ter a tecnologia para manter contato com os amigos? Certamente não funcionaria.

Mais do que nunca, hoje parei pra avaliar a importância da vida virtual no meu contexto de vida. Não vou usar conceitos de sociologia para definir parâmetros e comparações, mas gostaria de falar um pouco mais sobre a minha vida paralela.

Embora esse parágrafo insista em me contradizer, vou só fugir um pouco da minha promessa e vou comparar um conceito: se uma rede social é uma estrutura social composta por pessoas, como funcionaria isso no mundo virtual? Já pararam pra pensar como é comunicativo ligar o computador, conversar no MSN/ICQ, enviar e receber e-mails, compartilhar fotografias no orkut, discutir no facebook, escrever sobre sua vida num blog, contar seu dia-a-dia no twitter? É simples e divertido, não é? E para as mulheres? Conversam com o namorado sem precisar de duas horas de produção frente ao espelho. Narcisismo exagerado nas fotografias do orkut, das quais as amigas trocam elogios como se estabelecesse uma escala de boniteza. E o mais interessante de tudo: assim como numa rede social real, na virtual também há uma competição. Quem tem mais depoimentos no orkut? Quem tem mais contatos no MSN? E isso é só a melhor das hipóteses.

Mas a vantagem e a desvantagem de tudo isso é que por mais que haja imagem, som, não há o famoso "cara a cara", e isso de certa forma, muda tudo. Essa foto do banner do blog ficou bacana, não é? É, não ficou, mas acreditem: estou pior agora! Despenteado, cheio de olheiras, mas não tem problema... ninguém está me vendo mesmo. Escrevo o que quiser aqui e ninguém me vê.

É uma tendência um tanto futurista, mas já presente no nosso cotidiano. Confesso que tenho até uma centelha de medo do quanto isso pode influenciar na vida real. Mas isso já é um outro assunto, um outro problema. Por ora, tenho de twittar que acabo de terminar este post.

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