O Centro de Biotecnologia da Amazônia

Posted on sexta-feira, 14 de maio de 2010 by Ewerton Fintelman | 0 comentários
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Na última sexta-feira, num trabalho realizado com a UFAM, tive a oportunidade de conhecer o recém-nascido Centro de Biotecnologia da Amazônia. Fruto de uma parceria da SUFRAMA com empresas de ordem pública e privada, o CBA tem a função de promover inovações tecnológicas de processos e produtos, de forma que crie incentivos ao desenvolvimento das atividades industriais com base na exploração sustentável da biodiversidade da Amazônia.

Fachada do CBA. Foto: Panoramio.com

Além disso, o CBA desempenha o desenvolvimento regional, amplia o conhecimento da biodiversidade amazônica, além de projetar empresas de base biotecnológica.

Ao chegar no CBA, fui surpreendido positivamente com a fachada. Muito bem elaborada, de muito bom gosto, tecnológica sem perder os traços "biológicos". A verdade é que um carioca como eu por mais que saiba que Manaus não é uma selva, ainda tem um pouco de preconceito e se surpreende em saber que há tamanha tecnologia numa cidade tão afastada do "coração tecnológico" do país.

Dentro do CBA, assisti a uma palestra institucional, e em seguida conheci algumas dependências do local. Infelizmente os laboratórios mais intrigantes não puderam ser visitados. Obviamente são segredos industriais, absolutamente normal.

O que mais intrigou foi aquela dúvida entre qual a diferença entre o Centro de Biotecnologia da Amazônia e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia? Essa dúvida foi sanada numa breve discussão durante a palestra. Entendemos que o CBA tem a função de pôr em prática descobertas para criar um produto. O INPA simplesmente trabalha descobrindo, mesmo que não se saiba a utilidade do que se pesquisa.

Apesar de tudo lá dentro ser interessantíssimo e belo, o CBA por ser um projeto novo, ainda enfrenta problemas institucionais. O órgão ainda não tem sequer CNPJ. Qualquer descoberta feita, a assinatura é em nome da SUFRAMA (Superintendência da Zona Franca de Manaus), assim como recursos e afins. Segundo a assessora, esse problema deverá ser solucionado até o fim de 2010. São simples questões burocráticas, mas que no fim das contas atrasam muito as coisas.

Saí do CBA com uma ótima impressão do local, desejando um dia poder voltar, seja como profissional, ou mesmo que para uma outra visita, por que não?

E para finalizar a tarde, ainda tive a oportunidade de fazer um "tour" pelo Distrito Industrial, e agora entendi porque 70% da tecnologia que o brasileiro tem em casa tem o selo de "produzido no Pólo Industrial de Manaus". Mas essa é uma outra história... e vai render outro post...

Bom fim de semana, amigos!

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