Sobre a Nostalgia

Posted on sexta-feira, 28 de maio de 2010 by Ewerton Fintelman | 0 comentários
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A nostalgia é uma senhora de duas faces. Beija-te com lábios de mel e morde-te com afiados caninos. Brinda-te com lembranças de uma vida feliz, perfeita às vistas cerradas, mas amarga-te o gosto do nada. O pretérito no presente é viver, e viver é sentir a positividade pairando no ar. O futuro no pretérito é viver mais ainda, e viver mais ainda é produzir positividade.

O grande mal é não sentir o presente intenso, é sentir a felicidade instantânea. É a velha história do "eu era feliz e não sabia" e do "a gente só dá valor quando perde". De certa maneira, essas duas afirmações são coerentes. Posso estar vivendo algo muito bom agora sem perceber. Só perceberei o quanto foi bom amanhã. Cruel, não?

Um dia um sábio disse: "Carpe diem". Viver a vida, intensamente, os bons e os maus momentos. Para tudo, extrai-se uma polpa. Desta polpa, nasce o viver.

Um dia outro sábio disse: "Tudo passa". E como esta frase é perigosa. Sim, os momentos ruins passam, o fundo do poço um dia vai içar para o outro lado do alçapão. Por outro lado, os momentos mais extasiantes também passam. Após o ápice vem a queda, senão não seria um ápice. Afinal, qual a vantagem do ápice, se ele é seguido por um declive?

Um dia o mais sábio dentre os sábios disse: "Guarde as lembranças". Viva-as em pensamento, pois ali ele é tão seu e tão perfeito, que não pode ser físico. Mas quem se importa com a física se o que se guarda no coração é tão abstrato quanto o sonho e pensamento?

Viver vai além, e como vai...

Cantiga do Sonho

Posted on by Ewerton Fintelman | 0 comentários

Pode o sonho ser real,
se o viver não é, afinal,
o que é natural?

Sonhar é viver,
se é bom, por que não?
É até doce morrer
na profunda solidão

Ou num cristal tocar
Outorgar o intocável
Amar o impossível
Odiar o que é amável

Sonhar é viver
dentro de si
É criar na cabeça
o que jamais vivi

Ou numa porta bater
esperando à janela
Nunca vai atender
Mas eu sonho com ela

Sonhar é viver
Conceber
Nascer
Temer
Prazer
Sofrer
Emudecer
No mar de lágrimas por fim,
morrer.

IX Workshop do Projeto Biotupé

Posted on quinta-feira, 27 de maio de 2010 by Ewerton Fintelman | 0 comentários
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Há algumas semanas tive a oportunidade de conhecer um pouco na teoria sobre o trabalho que é feito na Reserva de Biotupé, através de uma palestra da Dra. Veridiana Vizoni. Coincidentemente hoje recebi através do Grupo dos Estudantes de Biologia da UFAM um e-mail divulgando um workshop que será realizado falando sobre a reserva. Eu mesmo que só ouvi pouco fiquei interessado em conhecer mais sobre o projeto. Por isso mesmo não vou me extender muito a falar sobre a reserva, mas deixo o convite a quem tiver o interesse.

IX Workshop do Projeto Biotupé
Tema: Resgate e Valorização dos Saberes Locais
Data Início e Término: 12 a 15 de AGOSTO 2010.
Local: Estação Científica do Biotupé, lago do Tupé, RDS do Tupé.
Objetivo do IX Workshop do BIOTUPÉ: promover o encontro de comunitários, pesquisadores, educadores e estudantes de vários níveis para troca de experiências entre esses,
tendo como foco a integração da pesquisa, extensão, ensino e capacitação para promover a atualização profissional e técnica dos participantes. Além disso, o Projeto Biotupé apresentará os resultados de suas pesquisas e atividades como compromisso de restituição desses resultados aos envolvidos, tanto comunitários quanto pesquisadores/educadores e estudantes.
Público Alvo: comunitários, pesquisadores, educadores, estudantes, gestores e outros interessados no tema e nas atividades do Biotupé.
Taxa de Inscrição: R$ 30,00 (pagos no ato da pré-inscrição que irá até 26 de julho)
Local de Inscrição: Sala de Edinaldo Nelson/ INPA (andar térreo do prédio da CPBA - Campus II)

Verifique o site (BIOTUPÉ) para maiores detalhes

Música da Semana: Fake Plastic Trees - Radiohead

Posted on domingo, 23 de maio de 2010 by Ewerton Fintelman | 0 comentários
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Para completar o post anterior sobre Amor perfeito e afins, selecionei essa música que gosto muito e tem um significado pra mim. Lembro que a ouvi pela primeira vez através da Camila, logo quando começamos a namorar, isso em 2006. Essa música descreve o meu pensamento sobre toda essa perfeição que define o amor, como a própria tradução da música diz, são falsas árvores de plástico. Ouçam e prestem atenção na letra e em sua mensagem.



FAKE PLASTIC TREES
Radiohead

Her green plastic watering can
For her fake Chinese rubber plant
In the fake plastic earth
That she bought from a rubber man
In a town full of rubber plans
To get rid of itself

It wears her out, it wears her out
It wears her out, it wears her out

She lives with a broken man
A cracked polystyrene man
Who just crumbles and burns
He used to do surgery
For girls in the eighties
But gravity always wins

It wears him out, it wears him out
It wears him out, it wears him out

She looks like the real thing
She tastes like the real thing
My fake plastic love
But I can't help the feeling
I could blow through the ceiling
If I just turn and run

It wears me out, it wears me out
It wears me out, it wears me out

If I could be who you wanted
If I could be who you wanted all the time

All the time...

Sobre o Amor

Posted on by Ewerton Fintelman | 1 comentários
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É muito cômico quando as pessoas me conhecem e pouco depois descobrem uma sutil frase minha: "eu não acredito no amor". Prontamente, todos me fitam com um olhar maléfico, como olhando para um ser patogênico sem nenhum tipo de sentimentos e escrúpulos. Não é exatamente assim que funciona.

Para início de conversa, queria muito saber o conceito de amor. Mas "amor" diz ser um sentimento, e sentimento é algo tão abstrato que não pode ser conceituado precisamente. Não podendo ser conceituado, se digo que não acredito nesse sentimento, conclui-se que há certas controvérsias. Controvérsias que concluem que não é porque digo não acreditar no tão falado amor, que sou amargurado, tomado por ódio, fúria e sentimentos ruins.

O "amor" por aí descrito, seria um sentimento puro, bem-querer maior que tudo, prazer em gostar, prazer em viver, perder por querer, querer por perder, fazer mal a si por outra pessoa. Agora com sinceridade: isso existe? Na minha opinião, NÃO.

Gostar de alguém mais que gostar de si fere os princípios mais primordiais da lógica. Se gostar de pessoa X faz mal a mim, por que eu gosto de X se isso não me faz bem? E mais: analisando num geral, todo "amor" tem fim e o fim é sempre um desastre, salvo raríssimas exceções. Esse sentimento de dedicação acima de tudo, por tudo, por nada, na minha opinião é inexistente.

Agora vou falar de mim de forma mais específica. Estaria sendo falso dizendo que nunca gostei de alguém. Oras, tenho mãe, pai, amigos. Como pode-se não gostar de quem nos faz bem? Já tive namoros e afins, mas também não nego que a relação foi harmônica até um certo ponto. Amar já é muito forte pra isso. Gostar de alguém me faz bem, desde que eu goste de mim primeiro e que faça bem a mim primeiro. Não é egoísmo, é só um bem-querer próprio que todo mundo devia ter. Chorar, ficar triste por alguém também é normal. É complicado sofrer pela falta de reciprocidade num gostar além da amizade. Quando homem e mulher se atraem por uma relação mais "íntima", digamos, a fronteira do "gostar" se aumenta mais, nem que seja só por uma relação que nasce e morre na "carne".

E para entender isso: que mal há em gostar? Nenhum. Sentir a presença de uma pessoa que te faz bem, que faz você a fazer bem. Pra mim um "amor" seria isso, simplesmente. Mas nada iguala a perfeição. Nem a perfeição é perfeita. É essa palavra que faz o amor pra mim não existir. Nada é perfeito, ninguém é perfeito. Decepção, emoção, bem-querer... faz parte da relação entre seres humanos. Amor, esse sim NÃO EXISTE.

A Trilha Sonora da Minha Vida

Posted on sexta-feira, 21 de maio de 2010 by Ewerton Fintelman | 0 comentários
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Hoje vi um tópico numa comunidade no site de relacionamentos Orkut que fazia uma espécie de brincadeira, perguntando a cada um como seria a trilha sonora de sua vida. Apegado em música como sou, comecei a pensar sobre, mas para escrever aqui e não simplesmente comentar no próprio orkut. Após muito pensar, fomentei uma ideia do que seria a trilha sonora da minha vida até o momento. Você compraria o CD?

  ­ ­ ­  ­ ­ - ­ ­  ­ ­  ­ Tema do seu nascimento: Birthday - Focus
  ­ ­ ­  ­ ­ - ­ ­  ­ ­  ­ Primeiro dia na escola: Radio Gnome - Gong
  ­ ­ ­  ­ ­ - ­ ­  ­ ­  ­ Primeira briga: Fake Plastic Trees - Radiohead
  ­ ­ ­  ­ ­ - ­ ­  ­ ­  ­ Primeira decepção amorosa: Hole in my soul - Aerosmith
  ­ ­ ­  ­ ­ - ­ ­  ­ ­  ­ Tema de sua vida escolar: Arrastão - Elis Regina
  ­ ­ ­  ­ ­ - ­ ­  ­ ­  ­ Tema de sua vida: Cathedrale de Strasbourg - Focus
  ­ ­ ­  ­ ­ - ­ ­  ­ ­  ­ Trilha sonora para sua primeira vez: Don't tell me - Avril Lavigne (parece piada, mas particularmente tem tudo a ver)
  ­ ­ ­  ­ ­ - ­ ­  ­ ­  ­ Trilha Sonora para as demais vezes: Mulher - Neguinho da Beija-Flor
  ­ ­ ­  ­ ­ - ­ ­  ­ ­  ­ Tema de seus flashbacks: Radicida - Volcano
  ­ ­ ­  ­ ­ - ­ ­  ­ ­ ­ ­  ­ Sua canção de namorados: O Lago dos Cisnes - Beethoven (essa é um enigma verdadeiro)
  ­ ­ ­  ­ ­ - ­ ­  ­ ­  ­ Última música que ouvirá antes de virar gagá: A Via Láctea - Legião Urbana
  ­ ­ ­  ­ ­ - ­ ­  ­ ­  ­ Música que estará tocando quando morrerá: Hocus Pocus - Focus
  ­ ­ ­  ­ ­ - ­ ­  ­ ­  ­ Música do funeral: Tente outra vez - Raul Seixas

Tempestade num 'Armário'

Posted on quarta-feira, 19 de maio de 2010 by Ewerton Fintelman | 0 comentários
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Uma coisa é fato: o dia começa melhor após uma vitória do Red Sox sobre os bananas sempre! Isso me inspira para trocentos posts, embora nem tudo são flores, como sempre. Mas por ora resolvi escrever um pouco sobre o trabalho que marcou meu ano de 2009: o Closet.

Aproximadamente em meados de 2009, num trabalho com o Fabrício Pimentel no estúdio, conheci três 'meninas' sedentas por música louca, de alma. Em poucas horas de papo com a guitarrista e vocalista Julia, logo recebi um convite pra integrar a banda, o Closet. Logo de início fiquei meio dividido, afinal era uma banda com três mulheres, como eu faria parte assim? Sei que gostei tanto do clima que pairava sobre aquelas três meninas que apostei no sucesso dessa parceria.

A Julia me explicou que a banda tocava a linha soft com um blues de leve, e que gostariam de ter um teclado, mas que até o momento não haviam encontrado ninguém com disposição ao tipo de música. Eu tenho essa coisa de me identificar ou não com a pessoa 'de cara'. Com elas isso aconteceu quase que instantaneamente. Enfim, não pensei duas vezes, apesar do preconceito.

Julia tinha uma essência de mulher que se libertava curtindo a vida. No auge dos seus 20 anos, queria viver intensamente, não importa onde e como. É um estilo de vida admirável e invejável pra muitos.

Já Roberta, a baixista, era a 'caçula' da banda. Mas apesar dos seus 17 anos, não deixava pra baixo no baixo (com o perdão do trocadilho infame). É uma pessoa super descontraída, romântica ao extremo, e não fosse a Julia, talvez hoje ela estaria tocando numa banda emo.

Fernanda era a degeneração em forma de ser humano. Uma das pessoas mais loucas que conheci. Do tipo que fala besteira 24 horas por dia, não liga para o que os outros pensam e faz o que a faz feliz, atinja quem atingir. Era a única pessoa da banda 'comprometida'. Mas seu namorado era do mesmo nível. Um ser de quase 2,10m de altura, de dar medo em qualquer um, mas acima de tudo um 'negões' boa gente.

E eu, bem, eu sou eu e prefiro não me definir.

Naquela mesma semana comecei a interagir e ensaiar nesse projeto tão surreal. Julia tinha um 'mini-estúdio' num dos quartos de sua casa, localizada no Moneró, Ilha do Governador. Até então, a banda tinha 2 músicas próprias ensaiadas: 'Matriz' e 'Tempestade'. Julia não gostava muito de Matriz. Segundo ela, a letra era um tanto superficial. Tempestade foi o nosso "investimento". Assim que entrei, ajudar a criar uma nova roupagem pra música.

Ensaiávamos também músicas de outras bandas mais conhecida: Blink 182, U2, Soft Machine e de tanto eu insistir, ensaiamos até Focus. Viajamos muito, em todos os sentidos possíveis, foi o trabalho musical mais sensacional que eu já fiz. Num ano tão conturbado como 2009, o Closet foi a salvação.

Tudo fluiu tão bem até fevereiro. Pois é, eu de mudança do Rio de Janeiro para o Amazonas, a Julia indo fazer faculdade em Toronto, o Closet entrou num stand by precoce, mas um dia, quem sabe, voltaremos. Não se sabe onde, nem quando, mas "um dia venceremos esse forte mar, essa chuva, essa tempestade".

Vídeo da Semana: Manejo integrado de Fungos do Solo

Posted on segunda-feira, 17 de maio de 2010 by Ewerton Fintelman | 0 comentários
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Esse fim de semana foi meio tumultuado pra atualizar o blog, além de muito trabalho pra fazer nos últimos dias. Hoje tive de apresentar um seminário e amanhã pela tarde mais um, isso só pra começar a semana. E aproveitando o pulo do gato, selecionei um vídeo (dividido em duas partes) que assisti para ter como base de parte do seminário que apresentarei logo mais.

O seminário que será apresentado por mim tem como tema os Estudos e Inventários de Espécies Animais, Vegetais e Microbianas. Pesquisando sobre as espécies microbianas, encontrei esse interessante vídeo, no qual podemos conhecer um pouco sobre o manejo de fungos no solo. Vale a pena assistir, mesmo quem não atua na área biológica.

No mais, espero poder dar mais um pouco de atenção ao blog com mais coisas bacanas após essas apresentações.



O Centro de Biotecnologia da Amazônia

Posted on sexta-feira, 14 de maio de 2010 by Ewerton Fintelman | 0 comentários
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Na última sexta-feira, num trabalho realizado com a UFAM, tive a oportunidade de conhecer o recém-nascido Centro de Biotecnologia da Amazônia. Fruto de uma parceria da SUFRAMA com empresas de ordem pública e privada, o CBA tem a função de promover inovações tecnológicas de processos e produtos, de forma que crie incentivos ao desenvolvimento das atividades industriais com base na exploração sustentável da biodiversidade da Amazônia.

Fachada do CBA. Foto: Panoramio.com

Além disso, o CBA desempenha o desenvolvimento regional, amplia o conhecimento da biodiversidade amazônica, além de projetar empresas de base biotecnológica.

Ao chegar no CBA, fui surpreendido positivamente com a fachada. Muito bem elaborada, de muito bom gosto, tecnológica sem perder os traços "biológicos". A verdade é que um carioca como eu por mais que saiba que Manaus não é uma selva, ainda tem um pouco de preconceito e se surpreende em saber que há tamanha tecnologia numa cidade tão afastada do "coração tecnológico" do país.

Dentro do CBA, assisti a uma palestra institucional, e em seguida conheci algumas dependências do local. Infelizmente os laboratórios mais intrigantes não puderam ser visitados. Obviamente são segredos industriais, absolutamente normal.

O que mais intrigou foi aquela dúvida entre qual a diferença entre o Centro de Biotecnologia da Amazônia e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia? Essa dúvida foi sanada numa breve discussão durante a palestra. Entendemos que o CBA tem a função de pôr em prática descobertas para criar um produto. O INPA simplesmente trabalha descobrindo, mesmo que não se saiba a utilidade do que se pesquisa.

Apesar de tudo lá dentro ser interessantíssimo e belo, o CBA por ser um projeto novo, ainda enfrenta problemas institucionais. O órgão ainda não tem sequer CNPJ. Qualquer descoberta feita, a assinatura é em nome da SUFRAMA (Superintendência da Zona Franca de Manaus), assim como recursos e afins. Segundo a assessora, esse problema deverá ser solucionado até o fim de 2010. São simples questões burocráticas, mas que no fim das contas atrasam muito as coisas.

Saí do CBA com uma ótima impressão do local, desejando um dia poder voltar, seja como profissional, ou mesmo que para uma outra visita, por que não?

E para finalizar a tarde, ainda tive a oportunidade de fazer um "tour" pelo Distrito Industrial, e agora entendi porque 70% da tecnologia que o brasileiro tem em casa tem o selo de "produzido no Pólo Industrial de Manaus". Mas essa é uma outra história... e vai render outro post...

Bom fim de semana, amigos!

Redes Sociais e o Universo On-line

Posted on quarta-feira, 12 de maio de 2010 by Ewerton Fintelman | 0 comentários
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Segundo o site Wikipedia, uma rede social é uma estrutura social composta por pessoas (ou organizações, territórios, etc.) - designadas como nós – que estão conectadas por um ou vários tipos de relações (de amizade, familiares, comerciais, sexuais, etc.), ou que partilham crenças, conhecimento ou prestígio. E se transferirmos tudo isso para o mundo virtual, qual o resultado?

Hoje, ao acordar, liguei o smartphone e verifiquei meu e-mail, dei uma twittada pra dizer que acordei, tomei um banho e em seguida fui para a faculdade. E isso é quase uma rotina. Como seria meu universo sem me conectar a essa vida virtual paralela? Conseguiria viver longe da minha terra natal após 18 anos sem ter a tecnologia para manter contato com os amigos? Certamente não funcionaria.

Mais do que nunca, hoje parei pra avaliar a importância da vida virtual no meu contexto de vida. Não vou usar conceitos de sociologia para definir parâmetros e comparações, mas gostaria de falar um pouco mais sobre a minha vida paralela.

Embora esse parágrafo insista em me contradizer, vou só fugir um pouco da minha promessa e vou comparar um conceito: se uma rede social é uma estrutura social composta por pessoas, como funcionaria isso no mundo virtual? Já pararam pra pensar como é comunicativo ligar o computador, conversar no MSN/ICQ, enviar e receber e-mails, compartilhar fotografias no orkut, discutir no facebook, escrever sobre sua vida num blog, contar seu dia-a-dia no twitter? É simples e divertido, não é? E para as mulheres? Conversam com o namorado sem precisar de duas horas de produção frente ao espelho. Narcisismo exagerado nas fotografias do orkut, das quais as amigas trocam elogios como se estabelecesse uma escala de boniteza. E o mais interessante de tudo: assim como numa rede social real, na virtual também há uma competição. Quem tem mais depoimentos no orkut? Quem tem mais contatos no MSN? E isso é só a melhor das hipóteses.

Mas a vantagem e a desvantagem de tudo isso é que por mais que haja imagem, som, não há o famoso "cara a cara", e isso de certa forma, muda tudo. Essa foto do banner do blog ficou bacana, não é? É, não ficou, mas acreditem: estou pior agora! Despenteado, cheio de olheiras, mas não tem problema... ninguém está me vendo mesmo. Escrevo o que quiser aqui e ninguém me vê.

É uma tendência um tanto futurista, mas já presente no nosso cotidiano. Confesso que tenho até uma centelha de medo do quanto isso pode influenciar na vida real. Mas isso já é um outro assunto, um outro problema. Por ora, tenho de twittar que acabo de terminar este post.

Vídeo da Semana: Ecoturismo de Mamirauá

Posted on terça-feira, 11 de maio de 2010 by Ewerton Fintelman | 0 comentários
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Para apresentar um seminário, andei pesquisando essa semana sobre reservas de desenvolvimento sustentável. Na biblioteca, encontrei um livro de Marcio Ayres, o qual falava sobre a reserva de Mamirauá. Recordei-me de ter visto algo do tipo no Festival de Cirandas de Manacapuru em 2007. Lembrei da apresentação da Flor Matizada falando sobre a reserva. Decidi pesquisar mais a fundo para incorporar ao seminário. Encontrei um vídeo dividido em duas partes. Super interessante para os curiosos. Vale a pena assistir:



Pré-biótico

Posted on by Ewerton Fintelman | 0 comentários
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Esse primeiro post nasceu de uma música. Vingança, pra ser mais exato. Não sei de quê, nem de quem, mas simplesmente o post nasceu antes do blog. Nesse momento uma música acaba e a estou repetindo. Tudo isso para que flua melhor minha mente. Escrevo esse post sem o blog ainda, mas a idéia já está toda aqui. Não sei também porque resolvi contar minha vida aqui, mas é só um modo de desabafar com o nada, até porque ninguém vai ter paciência pra ler mesmo. Quero escrever aqui também pra desafogar um pouco o twitter quando a coisa for grande demais pra lá.

São 23:40 aqui na capital amazonense, mas meu pensamento está em outro fuso horário. E não é o de Brasília. Nesse momento, mudo de música e agora ouço Love Remembered. Tudo isso só resume um pouco do que sou escrevendo: o que intercala pretérito, presente e futuro, o que torna concordâncias em paradoxo, o que parece complicar o fácil, o que torna específico o mais básico. Simplesmente o perfeccionista. Falarei de coisas boas, ruins, agradáveis ou não, mas prometo só falar a mais pura verdade, afinal, não vou me enganar.

Vou me apresentar pra quem me achou perdido por aí. Ewerton Fintelman, carioca, corinthiano, viciado em música, fã incondicional do Focus, do Thijs Van Leer e do Gong, estudante de Biologia, cientista sem ciência e tecladista e compositor nas horas vagas, não necessariamente nessa ordem.

São 23:52, e antes de eu ajeitar minha vida virtual, preciso ir dormir que amanhã na faculdade a aula será cansativa e sei que mais tarde terei tempo pra tentar jogar esse blog no ar. Caso contrário, esse post aqui vai ser publicado mais que atrasado.

No mais, sou Ewerton Fintelman, tome nota!